quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ilusão...

Passei por muito (pelo menos para mim foi muito), e um certo dia respirei de alivio, senti-me leve, e disse que finalmente não te tinha na minha mente... Andei assim um mês, a pensar que já não sentia nada por ti, que estava bem, sozinha e que não em fazias falta.
Grande mentira.
Agora, passado quinze dias sem te ver é que me apercebi que ainda estás na minha cabeça, e que tudo vai começar de novo, todos os choros, todas as noites sem dormir e tardes sem sorrir. Não quero e não vou deixar que isso aconteça. Eu mudei, não te vou deixar magoares-me com tanta força, tal como um faca que espetas em mim com toda a força que tens, mas vais continuar ali, a cortar-me devagarinho, a criar um sofrimento que um dia vai ter que se libertar e nesse dia não gostava de ser quem me vai aturar, porque vai ser dificil.
Cada olhar que trocamos, cada gesto teu, cada asneira minha, tudo vai ser esquecido. Eu mudei desde o teu dia de anos, desde Março, e vivi esse mês inteiro ou quase, sem pensar em ti, e agora vem me isto? Era tão escusado. Sinto-me uma nova eu, e imaginar essa nova eu contigo, faz parecer tudo tão diferente, e mais uma vez nasce uma falsa esperança dentro de mim, a pensar que nada é impossivel, que ainda há hipoteses, mas isso é impossivel, eu não posso ter essa esperança que só me vai iludir e magoar mais. Mesmo assim, estas tão perto da perfeição, para mim, só te falta uma coisa:
Amares-me.
Amo-te.

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